Druidismo

Além de meu estudo do tarot, também tenho seguido o Druidismo há anos. E, assim como fiz com um, é hora de fazer com outro: dia 17 de julho de 2017 começa o financiamento coletivo do livro A semente da bétula: minha prática druídica Brigidina.
Quer saber mais sobre o livro? Assista o vídeo abaixo:

A campanha do financiamento coletivo pode ser acessada no Catarse. Conto com o apoio e o compartilhamento de todos vocês!

Livros a caminho!

Acabo de voltar dos Correios. Isso significa que todos os apoiadores do Financiamento Coletivo do livro Tarot: a chave da sabedoria estarão recebendo seus exemplares autografados em breve!

É uma sensação muito boa poder compartilhar essa informação, pois é um fim de ciclo: tudo começou com uma ideia, ela tomou força e foi se tornando real conforme cada um apoiava o projeto, e, finalmente, ela se concretiza.

Gratidão a todos vocês!

Agora, se você perdeu o financiamento coletivo do livro e quer adquiri-lo, clique aqui. Você será redirecionado à página do PagSeguro onde poderá fazer o pagamento – o livro Tarot: a chave da sabedoria pode ser seu por R$ 60,00 (frete incluso).

Bênçãos de Samhain

Fui convidado pela Rainha dos Mortos a compartilhar de sua bebida, e o fiz. Meus olhos encontraram os seus e, enquanto sorvia o amargo líquido, vi a revoada de corvos atrás dela. Naquele momento, éramos iguais na jornada.

Isso pode resumir um pouco do que foi meu Samhain, celebrado junto da Ordem Druídica Ramo de Carvalho na maravilhosa Vila de Paranapiacaba (palco da XIV Convenção de Bruxas e Magos, e também do VIII Encontro Brasileiro de Druidismo e Reconstrucionismo Celta — vocês vão, não é?).
Depois, já de volta, fiz meu próprio rito pessoal de Samhain, sob a chama que ilumina os dias frios do inverno que se aproxima, anunciando a vinda da Cailleach, aproveitei para uma série de leituras auspiciosas nesse momento em que o véu é tão fino entre os mundos.

E, aproveitando, compartilho com vocês uma tiragem específica para este período.

Leitura para Samhain

Esta é uma tiragem de seis cartas, lidando com o Mundo Superior e o Mundo Inferior. As cartas devem ser dispostas da seguinte maneira:

3 – 1 – 5
4 – 2 – 6

1. Vida: o que receber neste momento?
2. Morte: o que deixar para trás?
3. Minha coragem: o que me dá forças neste momento?
4. Meu medo: o que preciso enfrentar?
5. Celebrar: pelo que devo ser grato?
6. Contemplar: sobre o que devo meditar neste momento?

Sobre runas

Este artigo inaugura uma série de participações especiais, que visam ampliar o leque de conhecimento dos que leem este blog.

As runas são símbolos pertencentes a um antigo alfabeto utilizado pelos velhos povos europeus. Não se sabe ao certo datar sua origem, alguns dizem que existem inscrições remanescentes do período neolítico, outros ligam sua origem aproximadamente do século II depois da era comum. Cada símbolo possui som e significados próprios e estão ligadas a uma ideia, momento, e/ou sentimento, emanando assim uma energia específica quando utilizado. Eram usadas na demarcação de túmulos, inscrições em armas, pedras, na entrada das casas etc., e possivelmente em encantamentos (palavras faladas que contém um poder mágico). Devido ao seu grande poder tornaram-se também um oráculo.

As pedrinhas ou risquinhos como dizem, tem grande poder, e seu uso é extenso. Nos dias atuais são usadas em terapias para reequilíbrio energético, em amuletos e talismãs para uso pessoal ou proteção do lar e ambientes diversos, bem como em magias e feitiçarias (não recomendado para leigos ou iniciantes na prática), e claro temos a cerejinha do bolo seu uso oracular.

Alguns significados da palavra runa remetem a segredo, ou ainda sussurro. Então me atrevo a dizer que consultar as runas é como desvendar segredos. Segredos sussurrados aos ouvidos daqueles que verdadeiramente querem saber a verdade. Mais do que uma previsão, vejo as runas como caminhos de orientação, onde tornamos conscientes nossos desejos, medos e anseios, e dessa forma tomamos para nós a responsabilidade de tomar decisões por este ou aquele caminho ciente dos prós e contras tão claros ali diante de tão poderosos símbolos.

Sua ação é rápida, seus ensinamentos claros e objetivos. Seu aprendizado pode ser dolorido, mas se vivido com serenidade, é recompensador.

É uma grande viagem, da qual recomendo apenas aos corajosos.

Para saber mais os convido a conhecerem mais sobre as runas e meu trabalho em https://iniciacaoasrunas.wordpress.com/ e a participarem da 1ª Conferência Brasileira de Runas, evento que acontece em 13 de maio de 2017 e reúne grandes estudiosos, profissionais, e amantes desse alfabeto antigo e sagrado.


Ligia Raido, autora deste artigo, é runemal, bruxa (Strega) e, senhora do seu caminho, é também empreendedora.

Pensando em Mabon

O equinócio de outono chega, e é nesse momento de equilíbrio que celebramos Mabon. Damos adeus ao calor do verão e caminhamos para a (bem-vinda e necessária) escuridão do inverno.

Quando pensamos nas religiões pagãs ocidentais, é comum as associarmos à transcendência — e, em contraste, as religiões “organizadas” têm como valor a imanência. — Tudo, então, em nossa prática sacerdotal, vai além: não é somente por nós, para nós, ou mesmo para quem temos contato direto — nosso caminho pavimenta a trilha com as pedras que servirão de apoio e guia para quem vier depois.

Assim, refletindo sobre Mabon e seu equilíbrio, sabendo que é uma jornada de decaimento (afinal, daqui a seis meses, em Ostara, teremos um novo equilíbrio rumo ao crescimento), penso em tudo o que se renova constantemente para nos manter como estamos… E nisso vejo o valor do sangue.

O sangue em nossas veias garante o equilíbrio do corpo — tanto é que qualquer desbalanceamento se torna muito perigoso — mas, assim como não nos banhamos duas vezes no mesmo rio, com a troca constante de nosso sangue (novas hemácias sendo produzidas a todo tempo) é possível dizer que nosso coração não bombeia duas vezes o mesmo sangue.

Assim, que neste Mabon eu permita que até meu sangue transcenda, servindo a quem precisa mesmo não o conhecendo…

E, num ato que se tornou sagrado, esse sacrifício de sangue agora é capaz de salvar muitas outras vidas: uma vez mais fiz minha doação de sangue.