Atingindo suas metas

10oWO 10 de Paus é uma carta interessante. Por ser uma carta que lida com o princípio do reinício do elemento fogo, ela mostra como nos sobrecarregamos enquanto estamos em jornada, como se carregássemos o mundo nas costas, ou mesmo como se estivéssemos nos últimos metros de uma maratona e precisássemos reunir todas as nossas forças.

É essa a carta que uso para ilustrar alguns dos erros que cometemos ao tentarmos atingir as metas a que nos propomos. São 5 esses erros:

Não definir corretamente a meta é o primeiro erro. Algumas pessoas tentam definir metas genéricas demais, e isso se torna complicado para alcançar. Pense, por exemplo, na meta não vou me estressar no trânsito – isso significa não se estressa com os acontecimentos ao seu redor enquanto você dirige, ou engloba também os problemas que você carrega consigo que se originaram antes de ir para o volante? Não seria mais fácil estabelecer como meta vou dirigir com calma e sem pressa para chegar no meu destino?

Definir uma meta fora do seu controle é o segundo erro. Você não é responsável por aquilo que os outros entendem: sua responsabilidade se limita a aquilo que você diz. Definir uma meta que dependa da ação (ou omissão) de outra pessoa é deixar de ter o controle em alcançá-la.

Tornar a meta cada vez maior é o terceiro erro. Não adianta deixar a meta aberta e, quando alcançá-la, dobrar a meta. Ao contrário: é preciso definir pontos específicos que devem ser alcançados e, em alguns casos, até mesmo definir sub-objetivos – passos que devem ser dados para atingir o objetivo maior. – Quanto mais claros esses sub-objetivos, mais facilmente você poderá mensurar o quão perto está de atingir sua meta.

A falta de ferramentas que possibilitem atingir o objetivo é o quarto erro, e geralmente é atrelado ao erro anterior. Se, para alcançar o que você quer, é preciso que você consiga outra coisa antes, estabeleça como meta atingir aquilo primeiro! Não se voa antes de correr, não se corre antes de engatinhar, não se engatinha antes de nascer.

E o quinto erro, o mais comum (e um que muitas vezes eu mesmo cometo) é o de sabotar a si mesmo. Procrastinar por conta de outras coisas é uma faceta, mas há pessoas que começam a pensar que não merecem atingir o sucesso (tanto por terem ouvido isso diversas vezes ou por um sentimento desmedido e desvirtuado de humildade) e deixam de fazer aquilo que está ao seu alcance para atingir sua meta. Isso inclui, por exemplo, pessoas que podem alcançar sua independência mas, temendo perder a atenção que recebem, deixam de agir. Autossabotagem é um mal que precisa ser combatido o quanto antes.

E você, vê outros erros que as pessoas cometem que as impede de atingir suas metas?

Tarot manco

5oPCostumo chamar de tarot manco um baralho de tarot que não possui todas as suas cartas. Seu principal uso é o didático: no início de sua jornada pelos Arcanos, um neófito não tem conhecimento de todas as cartas, então, para começar a estudar algumas tiragens, fazemos uso apenas dos Arcanos que ele domina. Isso garante que ele comece a ter maior familiaridade com essas lâminas e com os métodos de tiragens que usará por toda a vida.

Mas é claro que usar um tarot manco não tem uso divinatório ou de autoconhecimento: o oráculo é formado por 78 lâminas. Tirar algumas (ou pior: tirar a maioria) é mudar toda a maneira de se trabalhar com ele.

Aí chegamos a uma questão importante: tem gente que usa um tarot manco por toda a sua vida. Sabia disso?

Vamos a um paralelo. Você vai até um runemal (um oraculista versado nas runas Futhark, salvo melhor explicação). São 24 runas no total (com uma runa em branco adicional, utilizada por alguns, mas nem todos, pois sua origem é fruto de discussões – mas não sou runemal, então não vou me aprofundar no assunto). Na hora da consulta com esse runemal ele diz Olha, vamos usar somente estas 8 runas: ansuz, berkana, kano, dagaz, ehwaz, fehu, gebo e hagalaz; são suficientes para eu lhe orientar.

Se o oráculo das runas utiliza 24 (ou 25) pedras, por que usar apenas 8 (pouco mais de 28% do todo)?

Ou ainda, você vai até um cartomante que se especializa em baralho cigano (Le Petit Lenormand), e ele diz que vai usar apenas 10 das 36 cartas do oráculo. Ele afirma que é o suficiente.

Imagino que você, em sua busca por conhecimento e orientação, vá, no mínimo, achar estranha a postura desses dois oraculistas.

Contudo, quando se trata do tarot, conheço pessoas que afirmam que apenas os Arcanos Maiores (22 das 78 lâminas, ou pouco mais de 28% do total) bastam para qualquer leitura. E vejo isso até mesmo com pessoas que dizem estudar o oráculo há anos.

Por que isso acontece? Tenho algumas teorias:

  • desconhecem o tarot, por não terem estudado ou por terem sido ensinados de maneira parcial
  • consideram que 78 cartas é muito para se estudar
  • acham que saber os desafios que o universo coloca diante de nós (Arcanos Maiores) é mais importante do que entender o que podemos fazer a respeito disso (Arcanos Menores)
  • compraram um baralho contendo apenas os Arcanos Maiores e acreditam que aquilo seja todo o tarot

Não sei exatamente. São teorias. O que se passa na cabeça de cada um é um verdadeiro mistério…

…mas não consigo conceber como usar propositalmente um tarot manco vai lhe dar todas as nuances de respostas que o oráculo proporciona.

Mas isso rende discussão, não é? O que pensa disso?

Cristais

crystalsQuando abro uma mesa para leitura de tarot, costumo colocar alguns cristais sobre ela (do lado que é relacionado ao elemento Terra e ao naipe de Ouros). Isso tem três motivos. Os dois primeiros são:

Estético. É bonito ter cristais sobre a mesa.

Energético. Cristais possuem energia natural que nos ajuda.

O terceiro motivo é o de direcionamento. Deixe-me explicar.

Antigamente eu pedia a meus clientes que pensassem na pergunta que estavam fazendo ao cortar o baralho. Contudo, percebi que algumas pessoas têm dificuldade em se concentrar em coisas abstratas como ideias e sentimentos, o que às vezes tornava o simples ato de cortas as cartas algo complicado…

Então, com o estudo dos cristais, resolvi consolidar as coisas. Como as pessoas que estudam cristais sabem, muitas pedras possuem relação com ideais, sentimentos, desejos, partes do corpo, ações… Assim, ao fazer com que meus clientes acabem focando sua mente em uma daquelas pedras que tenho sobre a mesa, torno o ato de cortar as lâminas muito mais direto (concreto) e aproveito a energia dos cristais.

Você não precisa ter muitos cristais com você. Um punhado (incluindo algum cristal coringa, que possa ser usado em qualquer ocasião) é o bastante. Comigo eu carrego um ônix (para proteção), um quartzo rosa (para assuntos de amor), uma pirita (para tratar de prosperidade), uma turquesa (para permitir uma comunicação mais clara), um quartzo verde (para saúde) e um quartzo fumê (que serve como meu coringa).

Um dos meus alunos, no entanto, prefere usar outros cristais: um conjunto de 7 que são associados aos chakras (quartzo branco, ametista, safira, esmeralda, topázio, calcita e granada são os que ele usa – há outras combinações). Como ele sabe bem sobre o assunto e associa cada questão a um desequilíbrio de determinado chakra, ele pede ao cliente que se concentre na pedra a ele relacionado quando corta o tarot.

Não importa se você tem tal conhecimento ou não. Use o que considera mais apropriado à sua prática. Mas minha recomendação é: tenha ao menos um cristal (coringa) e peça a seu cliente que foque nele ao cortar o tarot.

E você, usa também cristais ou outro artifício para facilitar a concentração?

Aproveitando sua leitura ao máximo

10oSCerto, caros tarólogos que costumam visitar minha página, esta postagem não é para vocês. Não mesmo. Vão tomar um café, passear um pouco, entrar no TV Tropes e se perder em meio a tanta informação divertida ali…

Esta postagem é para as pessoas que vão até vocês buscando orientação: os clientes.

Então, tarólogos, chispem daqui. Agora!

…segundos depois…

Estamos só nós dois agora? Só eu e você, cliente? Ótimo. Relaxe enquanto conversamos.

O que quero apresentar a você hoje é uma das formas de melhor aproveitar sua leitura de tarot. Sabe, não preciso lembrar a você que, via de regra, tarólogos cobram por minuto ou por um determinado número de perguntas, então vamos fazer seu investimento render e tornar sua consulta com um tarólogo a melhor que pode ser.

Certo? Ótimo. Vamos lá.

Apresente-se e diga a que veio. É muito melhor quando o tarólogo sabe qual é a razão da consulta, pois ele pode focar nas questões que mais lhe são pertinentes no momento. E fique à vontade para dizer que o motivo é só curiosidade se isso for verdade: é melhor lidar com a sinceridade de quem busca do que com a falsidade de quem despreza. Existe uma diferença muito grande entre a pessoa que procura um tarólogo e se mostra curiosa acerca do método e aquela que aparece já dizendo que não acredita em nada daquilo e quer apenas testar as habilidades psíquicas (?) do tarólogo (e sim, já encontrei pessoas assim).

Quando achar que precisa, faça perguntas e interrompa seu tarólogo. Se algo que está sendo dito parece importante para você, isso acontece por uma razão. Então, vá em frente e se faça ouvir.

Se algo não ficou claro, volte ao ponto discutido anteriormente. É melhor sair da consulta sem dúvida alguma acerca do que foi dito, pois você precisa entender as orientações que lhe forem passadas.

Havendo um assunto que lhe preocupe, escreva as perguntas que quer fazer antes da consulta e traga suas anotações. O foco já estabelecido pode ajudar na interpretação e, se algo não estiver claro nem para você quando pensar em escrever suas dúvidas, a interação com seu tarólogo vai ajudar a esclarecer isso. Lembre-se de que o tarólogo está ali para orientar você, e isso se aplica também às questões que você quer respondidas.

Respire e relaxe. Sério. Tarólogos não estão ali para julgar você, nem são donos das verdades absolutas do mundo, querendo amaldiçoar você como alguns filmes demonstram. Tenha a mente aberta, exponha seus receios, e converse sobre isso. Nenhum tarólogo que se preze vai querer amedrontar você por razão alguma, nem mesmo fazendo caretas e dizendo oh! e ah! e nossa! a cada carta que sair (insira a sua música tétrica de fundo).

Confie. Tarólogos prezam por sua confidencialidade e não vão discutir sua vida com ninguém mais. Na dúvida, pergunte sobre código de ética ou algo do tipo para saber mais sobre o tarólogo com quem vai se consultar, pois todos os profissionais sérios têm limites quanto aquilo que irão fazer. Além disso, lembre-se que, enquanto você pode anotar o que for dito ou mesmo gravar (nunca me importei com clientes que desejassem ter o áudio da consulta), nenhum tarólogo que conheço faz o mesmo – normalmente, minutos depois que você já foi embora, o tarólogo terá de se focar em outras questões, em outros clientes, e logo esquecerá o que foi discutido com você.

E você, tem outros hábitos que podem contribuir no melhor aproveitamento de uma consulta com um tarólogo?