Palavra mágica

hocuspocusHocus pocus! Sinsalabim! Precisamos de foco! Magia para você e para mim!

Sim, eu sei que a rima ficou horrível. Pode criticar à vontade nos comentários.

O tema de hoje é palavra mágica e, com isso, sugiro a você que pense como você quer que seja este ciclo atual em que está vivendo. Para alguns, isso significa este ano de 2016, para outros, o ano pessoal (que começa no aniversário)…

Essa palavra mágica vai servir como inspiração ao longo do ciclo. Pense naquilo que você quer alcançar e reduza isso a uma simples palavra – resista a ideia de usar uma frase: uma palavra precisa bastar. – Se for o caso, utilize a sua carta pessoal neste ciclo para definir o foco da sua palavra, mas encontre uma que se adeque ao que você deseja verdadeiramente.

Uma vez decidido, escreva essa palavra diversas vezes. Se você tem um diário tarológico, anote sua palavra mágica no rodapé ou no cabeçalho das páginas. Mude o papel de parede do seu computador e do seu smartphone para algo que contenha a palavra. Escreva bilhetinhos com a palavra e coloque em alguns bolsos para que você encontre depois casualmente…

Toda vez que você estiver com problemas ou passar por uma situação complicada, lembre-se desta palavra neste ciclo e veja como ela pode ser aplicada para trazer seu foco de volta.

Para mim, por conta de ser um Ano do Hierofante, minha palavra é ensino. Este blog é a prova disso, assim como as muitas aulas que tenho dado. Quando me pego sem inspiração, lembro da minha palavra mágica e me pergunto: o que eu posso ensinar hoje?

Isso tem me ajudado bastante. Acredito que também ajude você.

Qual sua palavra mágica?

Construindo pontes

pontesDizem que mais importante construir pontes do que erguer muros. Isso se refere a criar conexões entre o agora e o que se deseja alcançar, ao invés de simplesmente romper laços.

E, como tudo o que é simbólico, é possível encarar essa questão de maneira tarológica. Para tanto, proponho a tiragem abaixo.

Gosto de encará-la como algo mágico, pois me permite construir uma relação de Vontade Verdadeira com meu Eu atual. Muitas vezes sabemos onde queremos chegar, mas nos falta uma diretriz acerca de como proceder para transformar nosso momento presente no futuro que desejamos.

São três as cartas utilizadas, dispostas em uma linha horizontal. A primeira carta (situação atual) é colocada à esquerda, a segunda (o que se deseja alcançar) à direita, e a terceira (a ponte) fica ao centro.

1. Situação atual / Momento presente. Representa qual é o status quo, o que se está vivenciando agora.

2. Desejo. Identifica o que se almeja conseguir, aquilo que se quer verdadeiramente (muitas vezes escondido atrás da vontade consciente).

3. Ponte. Ligando as outras cartas, simboliza o passo que deve ser dado, a essência do movimento que leva você de um lugar a outro.

E você, chegou a usar essa tiragem? O que achou?

Tiragens improvisadas

Dados de TarotConsiderando o caos da evolução humana, e a sequência de acasos singelos que deu vida a tudo neste planeta, assim como o mero acaso de 1 entre 250 milhões de espermatozoides ter dado origem a mim.

É muito acaso junto. É muita coincidência.

E, em meio aos acasos da vida, uma coisa que pode surgir de vez em quando é aquela questão de um cliente que, via de regra, não se encaixa em tiragem padrão alguma.

Entenda como tiragem padrão toda tiragem que o tarólogo tem memorizada ou de fácil consulta, podendo se encaixar para os mais diversos assuntos. Não existe, porém, algo que seja genérico, e cabe a um bom profissional aplicar sua teoria ao caso concreto.

Mas o que fazer nesses casos incomuns? Simples: improvise uma tiragem.

Sério.

Afinal, o que é uma tiragem (ou mandala, ou qualquer outro nome bonitinho que você quiser usar)? Em termos bem simples (simples mesmo), é como se fosse uma frase com lacunas, que você pode preencher de acordo com critérios.

Vamos a um exemplo. Digamos que você tenha de preencher a seguinte frase:

  • (nome de um amigo) comprou (um objeto) quando tirou férias em (nome de cidade).

Você poderia dizer algumas destas frases:

  • João comprou um carro quando tirou férias em Paris.
  • Roberto comprou um ioiô quando tirou férias em Votuporanga.
  • Assis comprou um chapéu quando tirou férias em Sergipe.
  • …e assim por diante…

Como você pode ver, as possibilidades são virtualmente infinitas. É assim com o tarot.

Portanto, se você estiver diante de uma questão difícil de interpretar com as tiragens que conhece de cor, por que não usar algo improvisado, voltado especificamente para seu cliente e para a questão que ele traz a você? Contanto que você foque nas lacunas que determinou, é possível investigar qualquer assunto.

Esse é o método que uso quando diante de uma situação muito inusitada. Qual o seu?

Aprimorando a intuição

2_18Aproveitando a chegada da lua cheia, que tal fazer um pequeno ritual para aprimorar sua intuição? Para isso, o ponto principal é usar duas cartas que lidam diretamente com isso: o Arcano II. A Sacerdotisa e o Arcano XVIII. A Lua.

Recomendo fazer este ritual à noite ou, ao menos, em um lugar escuro. Tenha em mãos os dois Arcanos mencionados acima, uma vela azul escura ou violeta/roxa (não vou entrar no mérito de nós, homens, reconhecermos menos as diferenças de cor do que as mulheres), um incenso de lírio ou de sândalo, um cálice com água e uma pedra da lua. Lembre-se de não ter nada por perto que perturbe seu estado de relaxamento.

Estando relaxado, acenda a vela. Deixe que a chama dance diante de você.

Depois, veja o reflexo da chama da vela na superfície do cálice com água (erga a vela se preciso). Veja a ação e o desejo do fogo se manifestar na emoção da água. Sinta isso.

Acenda o incenso. Permita que o aroma preencha o ambiente.

Então, pegue a pedra da lua e leve-a para a fumaça do incenso. Assim como fogo e água foram unidos anteriormente, agora você une ar e terra.

Traga a pedra da lua para sua fronte e feche os olhos, tornando-se receptivo para que vier.

Quando julgar estar pronto, deixe a pedra de lua diante de você e pegue o Arcano II. A Sacerdotisa e o Arcano XVIII. A Lua. Veja-os sob a iluminação da vela. Perceba os detalhes das cartas que você, normalmente, não nota quando está em um local bem claro. Permita que o facho de luz na escuridão lhe mostre os segredos que você não vê sob a luz.

Com as duas lâminas diante de você, procure compreender como II. A Sacerdotisa lhe ensina os mistérios que só se revelam sob XVIII. A Lua. Medite sobre o significado desses dois Arcanos e, mais do que isso, sobre a transição do conhecimento racional para o intuitivo.

Deixe que II. A Sacerdotisa retire o véu diante de seus olhos para que você contemple XVIII. A Lua como ela realmente é.

E, quando estiver preparado, encerre o ritual deixando que a vela se consuma por inteiro, tendo as duas lâminas perto dela (para isso, um castiçal que não transborde é uma ótima coisa para se ter).

Carregue a pedra da lua com você até a próxima lua cheia, quando você então agradecerá pelo aprimoramento da sua intuição. Nesse período, esteja atento a insights e outros palpites que tiver sobre as coisas.

E você, tem alguma dica de como aprimorar a intuição?