Tradições místicas e o Todo

Estava relendo um livro antigo, isso me levou a outras releituras, e, por fim, acabei voltando à Tábua de Esmeralda, numa tradução feita por Sir Isaac Newton. Transcrevo aqui minha versão dessa tradução, para chamar a atenção de um ponto interessante:

É verdade, certo e muito verdadeiro:
O que está em baixo é como o que está em cima e o que está em cima é como o que está em baixo, para assim realizar os milagres da coisa única.
E assim como todas as coisas vieram do Um, assim todas as coisas são únicas, por adaptação.

No livro Tarot: a chave da sabedoria (cuja campanha de financiamento coletivo vai começar dia 1º de março de 2017), discorro um pouco sobre os números, em especial para explicar os Arcanos Menores do tarot. Mas o ponto que gostaria de discutir hoje foi aquele que grifei: a coisa única.

Sabe por quê? Bem, eu falei de releituras, não? Um dos livros foi The Hidden Church of the Holy Grail, cujo autor é um velho conhecido nosso no mundo do tarot: Arthur Edward Waite. E esse livro, coincidentemente, foi lançado no mesmo ano em que o nosso querido tarot RWS foi editado. Só uma coincidência, certo?

Vamos ao trecho que me chamou a atenção (novamente, em uma versão rústica minha do original, em inglês):

Ao falar da Tradição Secreta, as iniciações são muitas, tantas quantas as Escolas de pensamento, mas aquelas que são verdadeiras Escolas e aquelas que são grandes Ordens parte de uma única raiz. Est una sola res, e aqueles cujos corações de contemplação estão focados nessa coisa única podem discordar, mas nunca completamente.
*Est una sola res: é uma coisa única

Tradições místicas, grandes Ordens, filosofias ancestrais… Tudo e o Todo: não importa o que sejam, no fim das contas, são uma coisa única.

Assim, pensando na nossa responsabilidade como tarólogos, isso nos leva a refletir sobre nossa jornada: afinal, aquilo que queremos alcançar, em suma, é o Arcano XXI. O Mundo — É esse o Arcano da coisa única.

Deixe um comentário