Legend: Arthurian Tarot

Relembrar é preciso, não é? E eu lembro bem do Legend – Arthurian Tarot (link para a Amazon). Foi o segundo tarot que importei, salvo engano, e me encantei logo com ele. Mas foi um flerte, não uma paixão.

Permita-me explicar. Desde pequeno gostei da Saga de Arthur, tendo tido meu primeiro contato com a escrita de Tomas Malory quando eu contava com uns 10 ou 11 anos. Some-se a isso os quadrinhos de Hal Foster (Príncipe Valente) e a eventual adaptação para desenho animado (The Legend of Prince Valiant), o que foi o bastante para fazer com que a imaginação de uma criança ganhasse asas ainda maiores… Assim, quando vi que havia um tarot baseado nas lendas de Arthur, foi um reflexo natural adquiri-lo.

Criado em 1995 por Anna-Marie Ferguson e publicado pela Llewellyn, esse tarot possui ricas ilustrações aquareladas, trazendo um ar de conto de fadas. À primeira vista, é praticamente uma obra de arte.

Mas, apesar de tudo isso, não senti uma verdadeira conexão com esse tarot. Algo não batia. Eu lia e relia o livro que o acompanhava – A Keeper of Words (muito bem escrito, por sinal) – e mesmo assim, nada…

Foi então que, após algum tempo (e anos na gaveta), decidi estudá-lo de novo. Num momento de inspiração, algo brilhou e fez sentido: eu estava usando minhas pré-concepções ali, ignorando a egrégora sob a qual as lâminas foram criadas.

Sabe por quê? Porque eu estava usando a interpretação usual dos naipes, quando, em verdade, o Legend: Arthurian Tarot faz uma pequena alteração: Espadas nele representam o Fogo, e as Lanças (Paus) representam o Ar.

Era preciso uma mudança de paradigma, e eu só havia me dado conta depois de anos… Era claro que eu não tinha como me conectar com um tarot se eu ignorava seus princípios, e isso fez com que ele fosse relegado à gaveta, sem ver uso.

Ainda assim, quando tomei ciência do meu erro, também decidi que era hora daquelas lâminas encontrarem um novo dono. Não era o mero acaso que me fez ignorar a mudança de elementos dos naipes… Ao menos, não para mim. Dessa maneira, deixei-o de lado por mais alguns anos até que, conversando com uma colega que estava estudando tarot, decidi vendê-lo (praticamente como novo).

Ou seja, nada de bate-papo com esse tarot: apenas uma lembrança de como foi lidar com ele, ao mesmo tempo em que revelo um dos meus erros do passado. Mas errar é bom, pois é necessário para o aprendizado. Desde que me apercebi daquele erro (anos atrás), passei a notar com mais atenção o valor elemental em cada tarot que estudava.

E vocês, já tiveram tarots cujos naipes fossem direcionados a outro elemento que não o tradicional?