Fenestra Tarot

O Fenestra Tarot é lindo. Comecemos por aí. Cada uma das imagens se apresenta como se olhássemos por uma janela, mergulhando em cada Arcano que ali se coloca — o que não surpreende o mais atento leitor, uma vez que fenestra significa janela.

Suas cores puxam para tons de terra, mas toda a concepção imagística retém uma doçura única, com traços leves e de ligeira influência oriental (afinal, a artista Chatriya Hemharnvibul é tailandesa — e você pode ver mais de sua obra nesta galeria online). É uma obra de arte que merece ser apreciada, além de ser um tarot com sublime simbolismo.

Faz uns quatro anos que eu o adquiri, talvez mais. Foi uma compra de impulso, mas não me arrependo, pois acabo usando esse tarot com certa frequência. Em geral, ele me chama de vez em quando para lidar com uma cliente que precise da sintonia de suas imagens.

Seguindo a tradição Rider-Waite-Smith, com imagens bem claras e inspiradas no tarot RWS original, o Fenestra Tarot possui verso reversível, usando a imagem de duas rosas cujos caules se tocam, numa ilustração espelhada.

Aqui estão algumas das cartas que se destacam nesse tarot. Em particular, os Arcanos Maiores parece ter tido um pouco mais de atenção da artista, mas o tarot por inteiro é belíssimo.

II. A Sacerdotisa: Uma mulher se senta, plácida, observadora, com uma coroa que me lembra Hathor. Ela sabe das coisas, mas nem a todos revelará os mistérios que guarda.

V. O Hierofante: A figura me faz lembrar de algo inspirado no hinduísmo, com o hierofante sentado com as pernas cruzadas, tendo um disco ao fundo que pode emular também uma enorme aura de sabedoria. Os dois discípulos diante dele trazem um ar de reverência e respeito.

VII. O Carro: A biga é conduzida em meio a turbulentas nuvens de fogo, guiada por duas esfinges. Seu condutor possui uma espada (um kopesh, talvez?) ao invés de um bastão, denotando seu espírito guerreiro, não apenas de liderança e vitória.

XVIII. A Lua: Duas mulheres nuas circundam uma lua dourada, uma acima e outra abaixo, demonstrando não apenas o mistério do Arcano, mas também a sedução que a lua evoca. A falta do cão, do lobo e do caranguejo pode ser estranha aos mais tradicionalistas.

3 de Copas: Três mulheres, uma loira, uma morena e, outra, ruiva comemoram erguendo seus cálices. A festa está em evidência nessa carta de alegria.

4 de Paus: É comum encontrar no 4 de Paus a figura de um homem e uma mulher em uma celebração de matrimônio ao ar livre. Desta vez, a artista coloca duas mulheres celebrando a união, o que me parece trazer uma sensação de ternura ainda maior junto à preparação para o que vem pela frente.

É realmente um tarot muito bonito e simples de compreender, sendo uma boa alternativa tanto para iniciantes como para os mais experientes.

Recomendado para quem:
-deseja um tarot mais artístico
-quer um clone do RWS, mas com um toque especial
-gosta de imagens com inspiração oriental

Não recomendado para quem:
-prefere algo mais sóbrio
-não gosta do traço da artista
-prefere um livreto escrito pelo próprio criador das cartas (não é esse o caso no Fenestra, pois não há indicação das razões da escolha das imagens dos Arcanos)

Fenestra Tarot
Criado por Chatriya Hemharnvibul
Publicado por US Games, 2006
VIII Força, XI Justiça

Barbieri Tarot

Paolo Barbieri é um mestre ilustrador italiano cujo trabalho conheci na literatura fantástica, abrilhantando diversas capas de livros. Ao saber da existência de um tarot ilustrado por ele, achei que seria uma boa inclusão em minha coleção.

Contudo, esse não é um tarot cujas imagens foram criadas especificamente para esse fim. Como um tarot artístico, ele tenta encaixar o trabalho pré-existente de Barbieri nos Arcanos, às vezes forçando a mão ao fazer isso. Isso, consequentemente, afasta parte do simbolismo tradicional das cartas e, confesso, às vezes me sinto como se interpretasse um Tarot de Marselha, tendo de atribuir o significado ao número e ao elemento do Arcano Menor ao invés de me fiar apenas na imagem arquetípica da carta.

E é esse o ponto: por mais belas que sejam as cartas, elas não têm a essência do arquétipo nelas, o simbolismo tradicional. Some-se a isso o fato de que boa parte das cartas são apenas representações de uma pessoa estática, e não parte de uma cena, e aí temos um tarot visualmente lindo mas que pode trazer dificuldades quando interpretado por um neófito.

Mas, apesar do que eu disse anteriormente sobre como me sinto ao interpretá-lo, ele segue a tradição de Rider-Waite-Smith, e possui o verso reversível (contendo a imagem usada no Arcano X. A Roda da Fortuna). Ainda assim, não existe uma correlação direta entre a imagética usual e a escolhida, muitas vezes faltando elementos tradicionalmente essenciais nas cartas. Vejam vocês algumas das minhas escolhas para que compreendam isso (foto delas ilustra esta postagem):

III. A Imperatriz: Uma guerreira com uma lança olha para a esquerda, lado tradicionalmente associado ao passado. Foi-se aí a imagem esperada de uma mulher grávida, colocando ativamente nas mãos da Imperatriz a força para criar através do conflito.

XI. A Força: Se você não tem acesso ao livreto, e não dá uma olhada na imagem do Arcano VIII, pode muito bem pensar que essa imagem se refere à Justiça. É um retrato muito bonito, usado como capa de um dos livros das Crônicas do Mundo Emerso, mas não remonta nem à Força nem à Justiça. Talvez a personagem lembre as características d’A Força, mas como não li ainda os livros de Licia Troisi, não tenho como fazer juízo de valor — e, mesmo que remetesse, esperar que o tarólogo tenha afinidade com a ficção é algo complicado.

2 de Ouros: Diante de um portão semi-aberto, iluminado, uma guerreira traz uma espada aos ombros. Sinto falta daquela sensação de ter de lidar com várias coisas ao mesmo tempo, tradicional nesse Arcano. Aqui existe até um ar de serenidade, de espera.

4 de Paus: Um homem parece pensativo, olhando para o vazio. Parece-me mais uma representação de uma estátua clássica, por conta da pose, do que outra coisa. Novamente é uma imagem belíssima, mas foge ao que estamos acostumados a ver num tarot RWS.

7 de Espadas: Uma figura feminina envolta em tentáculos, evoca o prazer na situação em que está envolvida. Talvez, com certa boa vontade, seja possível ver a fuga da responsabilidade e a busca pelo caminho mais fácil nessa imagem, mas não é o que a primeira impressão causa.

8 de Paus: Uma criatura com torso de mulher e parte inferior do corpo de aranha segue resoluta. Falta-me visão para entender aqui onde está a rapidez das ações e da conclusão imediata esperada. É uma carta muito bonita, mas obriga o tarólogo a buscar a interpretação fora da imagem.

Recomendado para quem:
-gosta de tarots artísticos
-não se preocupa com associar a imagem de uma carta diretamente ao seu significado
-quer algo mais belo do que funcional

Não recomendado para quem:
-deseja um tarot com imagens de inspiração tradicional
-está começando a estudar o tarot
-prefere uma associação direta entre a imagem e o simbolismo de cada Arcano

Barbieri Tarot
Criado por Paolo Barbieri
Publicado por Lo Scarabeo, 2015
VIII Justiça, XI Força

The Chronicles of Destiny Fortune Cards

20160520_200545Quando li acerca de The Chronicles of Destiny Fortune Cards fiquei extasiado. Como oraculista e escritor, a ideia de usar a essência das histórias – em outras palavras: o Monomito, ou a Jornada do Herói – me pareceu tentador demais. Contudo, mesmo tendo sido lançado em 2014 pela Schiffer Publishing, só recentemente ele chegou às minhas mãos.

A caixa é como a de um livro, e possui um bom espaço para guardar as 60 cartas e um belo livreto explicativo com 176 páginas coloridas. Mas, enquanto eu me deliciava com as imagens das lâminas, tive um revés: uma das cartas veio duplicada, mas outra estava faltando.

De pronto enviei uma mensagem para a editora, que imediatamente se prontificou a enviar uma substituta. Isso foi algumas semanas atrás…

…e hoje ela chegou. Tenho muito que recomendar o atendimento ao cliente da Schiffer Publishing por conta disso.

Diferentemente de um tarot, oráculos possuem significados próprios para suas lâminas – enquanto todo 7 de Paus é um 7 de Paus em qualquer tarot, aqui os símbolos são outros… E que símbolos!

As cartas possuem imagens fotomanipuladas, no estilo do Dark Fairytale Tarot, e minha primeira impressão é que os dois poderiam se complementar muito bem. Diferentemente daquele, nenhum ícone pop foi usado como modelo, então a imersão é bem maior.

Ainda estou degustando esse oráculo, precisando recorrer ao livro com frequência. Porém, vislumbro que isso mudará logo, pois é bastante intuitivo: a imagem das cartas evocam mesmo aquilo que querem dizer.

Falando das cartas, o verso não é reversível (e as próprias autoras – Josephine e Emily Ellershaw – dizem que não são feitas para serem lidas com outro significado que não o apontado), mostrando a face de uma mulher ladeada por dragões, como uma espécie de medusa divina, com uma lua cheia acima e uma escada abaixo. A imagem é serena e evoca um sentimento de reverência.

Já a frente das lâminas apresenta a imagem ocupando quase toda a carta, possuindo uma fina borda preta e o título da carta na parte de baixo, junto com seu número.

As cartas, seguindo a progressão numérica, contam uma história. Ter familiaridade com essa narrativa ajuda bastante a interpretar seus significados, e isso vai demandar mais de uma leitura. Felizmente o livreto é claro e a história, por mais que contenha os clichês do Monomito, é contada de uma maneira bastante singular.

Outro fato interessante acerca desse oráculo é a presença de cartas representativas do próprio buscador (ou consulente). Existem cartas de Herói e Heroína, e suas variantes – Herói 2 e Heroína 2. – As instruções são bastante claras ao afirmar que um Herói representa o buscador, se ele se identificar com o sexo masculino, ou um interesse romântico de uma buscadora que se identifique com o sexo feminino (e vice-versa). Já quanto ao Herói 2 (e isso se aplica à Heroína 2), o livreto indica que ele pode ser usado em substituição ao Herói, mas sinto-o de maneira diferente: ele indica a Sombra do Herói (ou um interesse romântico de um buscador que se identifique com o sexo masculino e seja homossexual). Mas essa é apenas minha interpretação. – ainda assim, é interessante ver como esse oráculo interpreta a figura do Significante (que seria a carta de tarot que identifica o próprio consulente).

Algumas das cartas que me chamam a atenção:

9. Accepting the quest: uma mulher empunhando uma espada, pronta para encarar seu desafio.
10. The Adventure: uma mulher, de costas para o observador, prestes a atravessar um portal; ela parece diminuta perto dos livros que a cercam.
29. The Gatekeeper: uma mulher está diante de um arco em forma de fechadura, como se esperasse pelo observador.
39. Resolve: um homem, em pé, diante de uma fogueira, empunha uma espada.
42. Victory: o mesmo homem tem sua espada imbuída com um poder flamejante e se porta como se acabasse de desferir o golpe final.
54. Mastery: uma mulher, em meio a folhas e chamas, encara o observador como se pudesse ver através de sua essência primal.

Realmente é um oráculo maravilhoso, mas que pode ter imagens mais escuras do que o esperado… As histórias que conta, eu lhes digo, não são as dos contos de fadas, mas as nossas próprias narrativas.

Recomendado para quem:
-gosta de histórias
-gosta de imagens fotomanipuladas
-está disposto a compreender um sistema de significados diferentes

Não recomendado para quem:
-prefere o tradicionalismo dos outros oráculos
-gosta mais de desenhos do que fotos
-busca algo pautado por alguma tradição histórica ou iniciática

Post-scriptum: o pingente de chave que vocês veem na foto foi adquirido durante a última Convenção de Bruxas e Magos de Paranapiacaba, das mãos de Graça e Martinho Escultura em Joia – foi paixão à primeira vista, e faz de mim também um Gatekeeper (veja a imagem da carta e entenda o que quero dizer) – recomendo muito o trabalho deles.

Silver Witchcraft Tarot – Opiniões

swt_oQuando vi o catálogo de 2014 da Lo Scarabeo, com destaque nas primeiras páginas para o Silver Witchcraft Tarot, fiquei hipnotizado. As cartas eram lindas, e a premissa ainda melhor: como um tarot de temática pagã, ele poderia substituir meu Book of Shadows volume 1 (de autoria também de Barbara Moore).

Mas eu hesitei. Estava na Mystic Fair e ainda havia muito a ver por lá, então não o comprei na primeira oportunidade. Como era de se esperar, ao retornar ao estande que comercializava tarots não o encontrei mais.

Retifiquei o erro na Mystic Fair do ano passado. Um dos meus focos era encontrar esse tarot (outro era comprar uma estatueta da Deusa Ellen, mas isso é papo para outra ocasião). Fiz mais algumas comprinhas, é claro, mas a missão havia sido cumprida.

Mas talvez por conta daquela ideia de que o melhor da festa é esperar por ela, ao admirar cada uma das lâminas meu entusiasmo diminuiu um pouco. Sim, muitas delas eram incrivelmente belas, mas outras… bem, digamos que eu esperava mais.

O Silver Witchcraft segue a tradição Rider-Waite-Smith, mas com algumas singelas reinterpretações que podem não ser tão claras à primeira vista – não tive acesso ao livro que acompanha as lâminas (apenas ao pequeno livreto branco), pois adquiri somente a versão básica, não o kit completo -, mas nada que algum tempo de contemplação não resolvesse. Como todos os tarots da Barbara Moore, sempre há algo mais nas entrelinhas das cartas do que se percebe logo de cara.

Usei já esse tarot algumas vezes, e a afinidade passou a crescer… Não é meu favorito, ocupando um lugar de meio-termo ainda. Acredito que o tempo ajude a definir o papel desse tarot na minha vida.

Separei algumas cartas para que vocês o conheçam mais (foto delas ilustra esta postagem):

O Louco: Um eclipse solar, uma trilha no campo que leva a uma grande árvore onde alguém aguarda por você. Não há o abismo iminente que se vê no RWS, mas todos os augúrios parecem mostrar que se caminha rumo ao desconhecido em termos físicos (o caminho) e simbólicos (o eclipse).

XIII. A Morte: Sobre um altar, uma lagarta, um tecido (uma capa?) e uma borboleta. A imagem da transformação se faz evidente, mas a lua surgindo entre as montanhas revela que nem sempre essa transformação é consciente.

XV. O Diabo: Sobre um cubo de pedra (há vários desses nos Arcanos maiores) há uma janela mostrando uma árvore. Da janela pendem duas correntes. De alguma maneira, porém, isso me remete mais a um espelho do que a uma janela, dizendo para mim mesmo que somos nós quem nos aprisiona.

XVI. A Torre: Diante de um cubo de pedra (eu disse que havia vários) há uma árvore com um pássaro num ninho e outro voando. Além da árvore um raio corta o céu. Sinto falta desse raio atingir a árvore e mostrar a ruína, mas talvez o fato do impacto ainda não ocorrer (mas estar próximo) mostre que tudo isso é iminente.

6 de Paus: Um casal que acaba de passar por uma cerimônia de handfasting é saudado por outros. A ideia das honras recebidas casa muito bem com essa cerimônia tão significativa.

5 de Copas: Uma sacerdotisa apaga três velas com um sopro enquanto outras duas ainda estão acesas. Ao invés do velho chorar pelo leite derramado que o RWS evoca, aqui há a finalização de algum ritual ou magia… Mas sem tristeza, sem remorso, sem nada que indique um sentimento de algo irrecuperável ter sido perdido.

No geral, é um belo tarot, com um acabamento prateado nas bordas das cartas que o torna mais bonito. Aqueles cubos de pedra me incomodam um pouco, mas é possível viver com eles.

Recomendado para quem:
-tem sintonia com a temática pagã
-quer um RWS que não seja um clone do RWS
-gosta do estilo da Barbara Moore

Não recomendado para quem:
-prefere algo estritamente tradicional
-não suporta os cubos encontrados em alguns Arcanos Maiores
-acha que a camada prateada nas bordas das cartas não serve para nada esteticamente

Silver Witchcraft Tarot
Criado por Barbara Moore
Publicado por Lo Scarabeo, 2014
VIII Força, XI Justiça

Qualidade das cartas brasileiras

Foto: Joedson Alves

Foto: Joedson Alves

Há cerca de um ano, encontrei uma caixa contendo um curso de tarot e um livro. Qual minha surpresa quando vi que havia também um tarot incluso, e não um qualquer, mas o Gilded, de autoria do Ciro Marchetti.

Fiquei curioso, pois eu conhecia as lâminas e não esperava vê-las num kit introdutório impresso no Brasil. Logo pedi a um vendedor se poderia abrir o kit para eu ver as cartas antes de adquiri-lo, o que ele prontamente fez.

E então, a decepção. As cartas, impressas em papel cartão, tinham os versos em branco e sem laminação. E pior: marcas de picotes podiam ser vistas em todas as cartas, como se tivessem sido destacadas ao invés de cortadas. Até o vendedor pareceu constrangido quando viu a qualidade daquilo.

Mas não foi a única vez que vi coisas assim. Compare o Tarô Mitológico (um dos meus primeiros, mas ainda vou falar sobre ele) publicado pela antiga Siciliano com o original. A versão brasileira (pelo menos minha edição antiga, da caixa amarela) possui também o verso em branco e sem laminação (mas, felizmente, sem marcas de picotes); a versão original (Mythic Tarot) possui um verso simples mas sóbrio, e é todo com laminação fosca – isso representa um cuidado maior com as cartas, e aumenta a durabilidade delas.

Mas por que essa diferença? Por acaso quando licenciaram a tradução para produzirem aqui a única coisa não licenciada foi o verso das cartas? Não, a questão me parece de custo: imprimir algo usa tinta e isso não é barato (o pessoal do meio editorial sabe bem disso), assim como ter uma faca de corte, ou laminação. Consequentemente, escolhem apresentar um produto com qualidade inferior ao invés de investirem naquilo que será a ferramenta de trabalho de alguns.

Houve evolução quanto ao passado? Sim. O tarot de Marselha que meu avô me deu parece impresso em cartolina (e também não tem laminação, embora tenha verso). O antigo Tarot das Bruxas, que continha apenas os Arcanos Maiores, e era publicado pela Alemdalenda, não possuía laminação…

Mas em que isso acarreta? Como a qualidade das cartas importadas acaba sendo melhor, quando um dos meus alunos me questiona o que comprar, eu acabo recomendando um tarot da Lo Scarabeo (que possui alguns tarots em português), da Llewellyn ou mesmo da Heraclio Fournier. É ruim não poder recomendar alguns produtos de editoras nacionais, pois sei o quão difícil é se manter no meio editorial no país, mas não posso fechar meus olhos para a realidade: em geral, a qualidade das cartas brasileiras deixa a desejar.

É claro que algumas exceções existem (para confirmar a regra), e isso é muito bom. Algumas editoras estão começando a se esmerar na produção, e mesmo algumas arriscam um material diferenciado, como PVC, nas cartas. Tais iniciativas devem ser aplaudidas e apoiadas, pois isso ajuda a trazer mais material de qualidade para o país.

E vocês, têm algum tarot nacional que poderia ter sido melhor impresso?