Wheel of the Year Tarot – Opiniões

20151221_201926-1Uma das minhas alunas me apresentou o Wheel of the Year. Falávamos sobre tiragens específicas para cada estação e ela mostrou as cartas que havia comprado há alguns dias. O traço leve das imagens, trazendo o toque da Grande Mãe através do ano, acabou me cativando.

Contudo, não o comprei para estudo divinatório ou algo assim: meu objetivo era de meditação ao longo do ano. Assim, a tiragem que fiz no bate-papo de ontem foi a primeira. E eu gostei de utilizá-lo.

As cartas que ilustram esta postagem demonstram bem o estilo desse tarot. Resta apenas um aviso para os mais puritanos: existe um pequeno grau de nudez em algumas delas (as duas primeiras são bons exemplos disso), e isso pode ser um problema para alguns.

Vamos às cartas que me chamam a atenção neste baralho:

III. A Imperatriz: sentada em seu trono de pedra, possui um bastão que cerra a passagem dos que não estão prontos para conhecer de seus mistérios.

XV. O Diabo: dois amantes se entrelaçam em meio às chamas e aos espinhos de uma rosa, entregues ao desejo que os consome.

3 de Copas: três garotas comemoram o nascimento de uma ave, celebrando a vida ao erguerem suas taças (ou vasos, pelo tamanho).

6 de Copas: às margens de um rio, uma mulher vê o reflexo de seu nostálgico passado nas águas que não voltam mais.

4 de Espadas: um castor parece desolado em meio ao inverno que congela seu rio e torna sua barragem inutil, sentindo-se forçado a buscar outro foco para sua mente.

3 de Ouros: um pintor termina sua obra, sozinho (normalmente essa carta apresenta outras duas pessoas, mas talvez isso esteja implícito pelo fato de que alguém teve de erguer a parede e outra pessoa teve de servir de modelo para a obra).

Sinto que pessoas com facilidade em usar métodos intuitivos vão se dar muito bem com esse tarot, pois as figuras nas cartas praticamente saltam e gritam seus significados… mas isso depende de pessoa para pessoa.

Recomendado para quem:

  • gosta de tarots coloridos e fofos
  • possui uma conexão com os ciclos da Terra
  • usa bastante a intuição

Não recomendado para quem:

  • prefere que todas as imagens tenham figuras trajadas
  • prefere um clone do RWS, sem reinterpretações das imagens
  • gosta de tarots mais sérios

Wheel of the Year Tarot
Criado por Antonella Platano e Maria Caratti
Publicado por Lo Scarabeo, 2011
XI Justiça, VIII Força

Steampunk Tarot – Opiniões

20151221_194935-1Sempre gostei da estética steampunk: ciência anacrônica, ideais Vitorianos, engrenagens e corsets… Meu primeiro contato se deu, indiretamente, por conta do meu pai, que me incentivou a ler Vinte mil léguas submarinas, o primeiro (de dezenas) que li de Jules Verne. Foi amor à primeira vista.

Quando vi que Barbara Moore estava por trás de um novo tarot steampunk fiquei extasiado: era uma oportunidade para unir duas paixões. Com uma visita a uma loja online eu tinha já a caixa a caminho de casa.

A caixa acompanhava um livreto muito bem escrito. Logo de cara gostei das observações sobre a sinergia de algumas cartas, coisa que muitos iniciantes deixam de perceber: como todo livreto que acompanha um tarot é geralmente voltado para iniciantes, achei a ideia muito boa (e, em verdade, já recomendei algumas vezes a um neófito que começasse por este ao invés do tradicional RWS).

Por falar nisso, o Steampunk Tarot é um RWS ricamente decorado com sua paleta cobre, bronze e marrom. As personagens das cartas, trajadas de acordo com a estética do tema, têm um ar aventureiro, ousado, e convidativo. Símbolos místicos aparecem em algumas cartas como um sinal de que há algo mais para quem deseja estudar, sem que isso faça com que o tarot se torne obscuro ou hermético. Tudo é bem dosado.

Algumas das cartas que me chamam a atenção neste tarot são:

O Louco: um limpador de chaminés que ficaria bem à vontade numa história de Dickens.

II. A Sacerdotisa: diante de uma bola de cristal e segurando algumas cartas de tarot, pronta a revelar o que nós já deveríamos saber.

III. A Imperatriz: grávida, encantadora, sedutora e dominando as artes místicas.

XIII. A Morte: uma ceifadora alada que deixa os viventes para trás, montada num cavalo (e aí eu lembro da figura do Vingador no desenho Caverna do Dragão: alado, montando um cavalo).

XV. O Diabo: um colosso construído por mãos humanas que agora exige obediência, tornando os criadores escravos de sua criatura.

10 de Paus: uma jovem que carrega mais do que deve nas costas, caminhando pela noite em busca de um lugar seguro enquanto segue cartas de tarot deixadas pelo caminho.

Sei que este é um tarot que não vê tanto uso nas minhas mãos hoje em dia, pois o guardo para momentos que envolvam o tema ao qual ele se remete – tanto que o uso mais em eventos steampunk do que no meu dia a dia. Ainda assim, ele possui algo de especial que chega a ser intangível…

Recomendado para quem:

  • gosta da estética steampunk
  • tem predileção por tarots mais escuros
  • quer um RWS com algo de diferente

Não recomendado para quem:

  • não gosta de engrenagens e corsets
  • acha que a Era Vitoriana deve ficar no passado
  • tem algo contra os tarots feitos pela Barbara Moore

Steampunk Tarot
Criado por Barbara Moore
Publicado por Llewellyn, 2012
XI Justiça, VIII Força

Dark Fairytale Tarot – Opiniões

20151214_201532Logo que o Dark Fairytale (DF daqui pra frente) foi lançado eu me encantei com ele. Em primeiro lugar por causa do tema sombrio, pois eu não tinha nenhum tarot assim na minha coleção. Em segundo, por conta das imagens em fotomanipulação, um estilo de arte de que gosto bastante.

Sempre tive leituras bem precisas e diretas com ele (algo que o DF esclareceu bem no bate-papo), e muitas vezes foi meu tarot de escolha quando tive de ir a eventos. Contudo, algumas de suas cartas conseguiam me incomodar um pouco – elas ilustram esta postagem – mas não por não representarem bem o significado das lâminas: é a própria fotomanipulação que me faz torcer o nariz.

O Arcano XV é o maior culpado. Não consigo olhar para ele sem lembrar do Tim Curtis em A Lenda. Vejo a carta e fico imaginando quando o Tom Cruise (impúbere) vai aparecer e salvar o dia.

Em seguida, vem um quarteto: Arcano IV e os Reis de Paus, Espadas e Ouros (logo lançando um novo álbum). Olho para eles e vejo Théoden, Rei de Rohan…

(Ah, tem também o Saruman como o Arcano V…)

E, por fim, e de maneira mais leve, vem o 6 de Copas. De alguma maneira apenas tangencialmente me remete aos temas de nostalgia, carinho, amor incondicional… É como se algo artificial estivesse ali.

Tirando isso (que, reconheço, pode ser algo que incomode bastante alguns de vocês), é um tarot muito bom e com imagens bem evocativas.

Recomendado para quem:
-gosta de um tarot menos fofinho
-gosta de fotomanipulação
-não sabe quem é o Tim Curtis e o Rei Théoden

Não recomendado para quem:
-não gosta de fotomanipulação
-prefere tarots mais leves e coloridos
-gosta do Tim Curtis e do Rei de Rohan

Dark Fairytale Tarot
Criado por Raffaele De Angelis
Publicado por Lo Scarabeo, 2012
XI Força, VIII Justiça