Cálices vazios

Quando desejamos reaprender algo ou tentar compreender algo sob a ótica de outra pessoa, temos de ver o que já temos em nosso cálice de conhecimento. Muitas vezes, o que carregamos é um cálice cheio, quase a transbordar, e isso impede que um novo conhecimento ali se instale, pois nossa certeza acerca do assunto se torna uma barreira.
E isso é parte da ilusão que nos apresenta o 7 de Copas, forçando-nos a escolher entre o que é real em meio a tudo aquilo.
E o que fazer? Jogar fora todo o conteúdo do cálice?
Sim. E não.
Você não tem como deixar de lado o que sabe, mas precisa abrir espaço para o que lhe será ensinado. E, assumindo que somos regados pelas águas da sabedoria, o que precisamos é entornar o cálice que carregamos aos nossos pés, para que aquela água molhe nosso solo. Teremos então um cálice vazio, que poderá ser enchido novamente, mas tudo o que sabíamos ainda nos alimentará ao longo do tempo, tornando-nos mais fortes.
Quando isso acontecer, ao termos novamente um cálice cheio, poderemos mesclar os dois conhecimentos, nos banhando nessas novas águas, unindo o que sabíamos com o que aprendemos. Mas o importante disso tudo foi que, durante o novo aprendizado, o novo saber pôde ser acumulado sem que nosso antigo conhecimento impedisse isso.

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